Foi então que a equipe percebeu que havia se deparado com ovos de lula, e a bolha é uma espécie de ninho, disse Michael Vecchione diretor do National Systematics Laboratory dos EUA. De acordo com Vecchione, os mergulhadores tiveram muita sorte ao encontrar um ninho desse tipo tão perto da costa. Normalmente, as lulas vivem muito longe dali.
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| Créditos: Luftu Tannover / Screenshot do portal LiveScience do vídeo realizado pelo fotógrafo. |
“Não há como saber quantos ovos há ali, mas provavelmente alguns milhares, ou dezenas de milhares”, disse Vecchione. Cada ovo tem aproximadamente 2mm de comprimento, e são embebidos em uma matéria gelatinosa que cresce ao se misturar com a água do mar. Os ninhos de ovos podem ser enormes – os mergulhadores estimam que o ninho recém encontrado tinha aproximadamente 4m de diâmetro.
Vecchione suspeita que o ninho pertença a um Ommastrephes bartramii, que deve ter deixado os ovos no Mediterrâneo. Essas lulas podem medir até 1,5m de comprimento, e são predadores vorazes. “Eles podem morder muito forte”, enfatizou Vecchione.
Essa espécie, no entanto, serve como presa para muitos peixes maiores. Isso pode explicar o motivo pelo qual eles deixam tantos ovos. “Se você tem um animal que faz milhões de filhos, para que a população permaneça estável você só precisa que dois sobrevivam. Muitas coisas gostam de comer essas lulas, inclusive seres humanos”, concluiu.
Reproduzido de Climatologia Geografica

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